Projeto “Nossa Cidade Lê” movimenta a Biblioteca Pública Municipal Juscelino Kubtschek

Projeto “Nossa Cidade Lê” movimenta a Biblioteca Pública Municipal Juscelino Kubtschek

O escritor Mário Quintana certa vez disse que “os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem”. Infelizmente nossas Bibliotecas andam vazias e sem vida.

A realidade atual vem afastando cada vez mais nossos alunos, jovens e adolescentes do ato ler e principalmente frequentar uma Biblioteca. Aspectos como computadores, TV, redes sociais e aplicativos de jogos tem levado nossos leitores para um mundo cibernético e vazio de conhecimento.

A leitura nunca se fez tão necessária nos bancos escolares e na sociedade de modo geral, na busca do resgate da leitura, como ato de prazer e requisito para emancipação social e promoção da cidadania.

Preocupados com os leitores pontenses, a Biblioteca Pública Municipal Juscelino Kubtschek realizou, entre os dias 23 e 27/10, o Projeto “Minha Cidade Lê”. O evento aconteceu em comemoração ao aniversário de 36 anos da biblioteca. A mesma foi fundada em 26/09/1980 e instalada no dia 01/10/1980, por meio da Lei Municipal nº1.258 de 26/09/1980.

Para a Coordenadora da Universidade Aberta do Brasil – UAB e curadora do evento, Cleyde Jean Veloso Cordeiro, "promover esse momento na cidade é despertar nos alunos o gosto pela leitura, o amor pelo livro, a consciência da importância de adquirir o hábito de ler em casa, na escola, nas praças e com amigos. Através da leitura o ser humano consegue se transportar para o desconhecido, explorá-lo, decifrar os sentimentos e emoções que o cercam e acrescentam na vida o sabor da existência”, diz a curadora.

Durante a realização do Projeto, aproximadamente 500 (quinhentos) alunos de escolas públicas municipais e estaduais passaram pela biblioteca. Ao longo da semana, os alunos puderam participar das oficinas de desenho, teatro, leitura, escrita, além de assistir ao filme “A menina que roubava livros” e a peça ‘”A importância da leitura na nossa vida” (encenada pelos artistas pontenses Aclezio Geraldo e Tatiane Santos). Dentro do cronograma das atividades e visitas, o CRAS, CAPS e PETI foram visitados pelos auxiliares da Biblioteca.

Durante toda a semana, o jornalista e escritor que escreve este, esteve presente na Biblioteca ministrando palestras sobre a importância do ato de ler e paralelo a isso, desenvolveu atividades e jogos teatrais com os visitantes. 

Não há fórmula mágica para torna-se um exímio leitor. Para adquirir o hábito de ler, procure ler o que você gosta, além de buscar leituras que despertem a sua curiosidade. Leia gradativamente. Leia devagar, sem pressa, mastigue cada palavra e sacie sua sede de conhecimento. Assim como para qualquer atividade, é preciso dedicação e perseverança até que a atividade se torne um hábito de vida. A leitura pode te levar para caminhos fabulosos.

Tome Nota

O primeiro livro impresso é datado de 1436, fruto da invenção da tipografia de Gutemberg. Os livros daquela época caracterizavam-se pela letra irregular e imperfeita, pela ausência de paginação, assinatura e título; não tinham margens ou capítulos e nem sinais de pontuação. Após 1500, com o aperfeiçoamento da imprensa, o livro foi se modificando, desde o tipo de papel até os detalhes formais ligados à disposição das letras na página, à forma de ilustração, possibilitando tiragem e divulgação maiores e mais rápidas. Podemos afirmar que a presença do livro em nossa cultura foi a chave com a qual abrimos as portas da História, alargamos as fronteiras e construímos novos mundos. A idéia de leitura, portanto, está intimamente associada à de liberdade e à modernidade.

Mas, no Brasil, a leitura parece ser uma atividade apreciada e praticada pela minoria da população. As pesquisas mais recentes sobre o assunto mostram que os brasileiros lêem em média 4,7 livros por ano, sendo que apenas 1,3 são livros ausentes do currículo escolar, escolhidos pela vontade e interesse do próprio leitor. Esse dado mostra que, em geral, a leitura é associada a uma atividade obrigatória, solitária, que exige paciência e atenção. Mas, na verdade, a leitura se dá como um diálogo, uma troca que pode ser bastante estimulante.

Gilmar Pereira
Jornalista e Escrito

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